segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Um ato impulsivo


Sexta feira sofri de um ato impulsivo, passei em um Sebo, vi o livro do Harry Potter e simplesmente comprei.
Faz tempo q não tenho essas ações. Na verdade as nunca tenho. Sou muito mão de vaca p/ simplesmente comprar algo sem pensar q talvez eu venha precisar desse din din daki a uns 20 anos. Mas sei lá, me senti super bem de ter feito. Talvez por ter sido um impulso.
Não sou muito dada a impulso, ou melhor, não sou muito de seguir meus impulsos. E p/ uma ariana, o signo da impulsividade, isso é a morte! A cada parada p/ pensar apago um pouco do meu fogo marciano.
Talvez eu precise fazer isso mais vezes.

Como vcs verão a baixo, Calrice Lispector caracteriza o impulso como um ato infantil, eu não discordo dela. Pois é isso q o é!
Uma vontade tão intensa e impensada q somente uma criança poderia leva-la a diante.
Mas oq seria da vida sem atos infantis? Eu lembro q quando era criança detestava ver akeles adultos serios. Eles me pareciam tão...preto-e branco, como uma TV pifada. Nem em meus pesadelos mais inteso desejo ser séria o tempo todo. Deve ser deveras cansativo. ^__^

Como disse, vou terminar esse post com uma prosa de Clarice Lispector, q não era ariana, porem sargitariana. Signo do fogo de qualquer jeito! ^___^

O Impulso

Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime; às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.

* * * * * Comentando os comentários * * * * *
Line: Q bom q gostou daki. Espero ve-la aki mais vezes! Vc não dança? Q triste! Eu sou pessima, mas em qualquer lugar q tenha musica não paro um minuto!
Amanda: Eu te gosto ^__^, mas não me aperta *brava*
Amanda 2: A culpa é sua sim! E não adianta vir com a frase do Homer! ^__^

Um comentário:

Rigel Black disse...

Nhu. .-.
Impulso, impulso, infantilidade, inconsequência....

Nem me fale. ><
Sério, nem me fale. xD
Eu não vou me aprofundar nisso, ou vai virar um post nos seus comentários. =P
Eu só digo que os piores impulsivos são os signos de ar, já que além de "weee consequências, que é isso?" sonham alto demais e quebram a cara freqüentemente. o.O MUITO freqüentemente.

Mesmo assim, eu prefiro quebrar a cara do que remoer arrependimento.
É aquela coisa-Neil-Gaiman de novo:
Tudo que sobe tem que cair.
Se você cair, você pode se esburrachar no chão ou levantar voo. Mas se você não subir você nunca vai saber. =3