quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pq vamos falar algo mais polêmico...

"Época triste a nossa, mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito!"
(Albert Einstein)

Hoje a aula foi sobre aborto. Sim, mostraram fotos horríveis e grotescas, coisas q nem em um filme de terror dá para suportar.
E claro, todo mundo, tomado pelo seu lado mais emocional, vai de forma gritante contra a esse ato.
Sim, assumo! Fui criada de modo católico e convencional, tb sou contra.
Mas só pq eu não quero isso para mim, tenho q condenar a todos por essa minha opinião?
Acho q não teria coragem e nem psicológico para isso...
Pois quando ocorre o aborto, não é apenas o físico da mulher que sofre e sim o psicológico. E essas mulheres não tem acesso a nenhum tipo de apoio.
Será que esse fechar de olhos para o que ocorre é o certo?
Será que se fosse legalizado realmente haveria um aumento nessa pratica?
Será que não seria mais fácil conscientizar e dar amparo as mães que estão desesperadas e vêem isso como sua única opção?
Será que é melhor deixar eles nascerem e depois serem abandonados ou maltratados/explorados?
Será que é melhor deixa-las a mercê de pessoas não especializadas colocando em risco a vida delas por causa de uma lei que de laica só tem o nome?

Mas em contra partida há o fato de não se saber ou estabelecer quando a vida começa...
Seria quando o sistema nervoso é formado?
Seria na implantação?
Seria na fecundação? - se for na fecundação...a pílula do dia seguinte pode ser caracterizado como uma forma de aborto. Só pq vc não ve, não significa que não esteja lá.
Há também outra questão:
Por causa do desespero de uma vida, vele ser retirada outra?
Será que ele não sente dor? Pelo menos um recém-nascido o sistema nervoso esta ainda confuso e a quem levante a tese de que os sentido são ainda mais intensos....
Algumas mulheres que já pensaram no assunto depois desistem e vendo seus filhos se arrependem de ter cogitado essa idéia... será que nenhuma se arrependeria depois??

Mas contra a legalização há ainda um ponto mais a se pegar:
O quanto de educação e conscientizanção há nesse país para que se possa ser criada essa lei e ter total segurança de que as pessoas estão fazendo com total noção de seus atos?

Já pensaram nisso??
Pois pare e pense....

Um comentário:

Rigel disse...

...Eu conheço uma pessoa que tava desesperada por que não queria o bebê, e acabou abortando naturalmente no quarto mês.
Ela se culpa até hoje, está numa depressão profunda e chora toda vez que vê uma mulher gávida. ._.
Cara, eu não teria a coragem, não mesmo.
E eu acho que mesmo quem tem coragem, tem que ser muito fria pra lidar com isso depois.
É o que eu acho... ._. Mas também eu não saio por aí chamando pessoas de montras-assassinas por querer abortar. u.u